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Histórias de Criadores com o Sketchar: Daniel Yulich

Escrito por Sketchar3 min de leitura

Autoapresentação de Daniel Yulich:

Sou artista e designer gráfico e vivo entre Níjni Novgorod e São Petersburgo, na Rússia.
Desenho desde a mais tenra infância, o mais longe que minha memória alcança. Frequentei aulas em vários ateliês de arte, mas foi ali que rapidamente me esgotei e acabei saindo sem encontrar reconhecimento ou comprometimento. Como resultado, decidi me desenvolver sozinho. Aprendi sozinho, principalmente com livros e vídeos... e com conhecidos mais velhos que criavam da mesma forma.
Hoje trabalho como freelancer, combinando arte com ilustração comercial e design gráfico/web.

Quais são os elementos essenciais da sua prática artística? Como você descreveria seu estilo atual?

Busquei por bastante tempo um estilo que soasse como eu, experimentando várias coisas. Imitei muitos artistas conhecidos, acrescentando minha própria visão; experimentei gêneros, formas e cores. Por fim, percebi que meu interesse é despertado por algo chamativo, desafiador e significativo, que esteja em pauta, mas sem ser genérico. Foi assim que cheguei à pop art, dentro da qual venho trabalhando nos últimos anos.

O que, e quando, te levou ao Sketchar?

Soube do Sketchar por meio do seu fundador, Andrey Adno, no Instagram, que eu seguia havia muito tempo. Naquele período, eu pintava em paredes e, como muitos artistas de rua, usava um projetor para ampliar e transferir minhas imagens, sonhando com um dispositivo verdadeiramente portátil para esse fim.

Quando o Sketchar foi anunciado, fiquei feliz, como se os caras tivessem lido minha mente e criado exatamente o que eu tanto queria: uma ferramenta para um trabalho artístico mais confortável, proporcionando o máximo de economia de tempo em locais onde é preciso fazer muitas coisas rapidamente.

Mais tarde, com o lançamento da biblioteca educacional, cheguei até a apresentar o Sketchar a alguns amigos que estavam começando a desenhar.

Como é lidar com tecnologia sendo artista?

Os artistas, como todo mundo, precisam acompanhar as mudanças tecnológicas, já que são elas que constroem o futuro. A sinergia entre habilidades criativas e tecnologia nos permite crescer e alcançar novos patamares.

Você tem alguma técnica ou princípio que ajuda na sua criatividade?

Tudo começa com uma ideia. Encontrar significados, ou ter o olhar para percebê-los em coisas às quais os outros nem prestam atenção, é uma parte importante, e é sempre mais complicado do que criar uma forma e escolher uma cor para ela. Gosto de mergulhar fundo em várias áreas da vida, me manter informado sobre o que está acontecendo, ouvir, observar e me interessar por coisas novas: isso ajuda a encontrar uma ideia para cada nova obra.

Cortina de ferro, 2021 | Reflete o pânico que se seguiu à queda do Facebook, Instagram e WhatsApp no início de outubro deste ano. Esse episódio mostrou mais uma vez que o mundo digital é o nosso futuro, já que muitas pessoas têm toda a sua vida centrada na internet. Submissão, dependência e desesperança são os principais leitmotivs.

Suas obras têm um tom atrevido e provocador. O que te motiva e serve de base para essa arte?

Gosto de criar de forma vívida e emotiva. Isso facilita para que o espectador perceba um problema ou enxergue uma situação sob outra perspectiva.

Van Gauguin, 2021 | Uma releitura moderna da tensão entre dois grandes mestres: Vincent van Gogh e Paul Gauguin.

Qual é o seu principal propósito criativo?

Basicamente, é uma provocação ousada que reflete um acontecimento marcante ou algo que a sociedade tenta encobrir e não tornar público. Às vezes, é apenas uma opinião, mas exibida de forma vívida sobre o estado atual das coisas, a pauta do passado ou questões cotidianas que são constrangedoras e subestimadas. O tema muda a cada vez: tudo depende do que ressoa em mim ou me atinge em um determinado momento.

Sua escolha, 2020 | Inspirada na parceria de Travis Scott com o McDonald's em 2020. A obra retrata o estereótipo do gosto dos negros americanos por frango frito, enquanto o rapper promove hambúrgueres e batatas fritas. A coxa de frango na mão erguida é uma espécie de protesto e referência, na linha de

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