A tecnologia está remodelando o mundo da arte de rua e da pintura de murais – e poucos artistas abraçam essa evolução de forma tão ousada quanto Nicky Davis, muralista, ilustrador e designer de brinquedos baseado em Houston. Conhecido por seus personagens divertidos, cores vibrantes e mundos imaginativos, Nicky construiu um estilo próprio influenciado pela cultura do graffiti dos primeiros tempos e pela energia vívida de sua cidade natal.
Sempre buscando ir além nos limites da criatividade, ele é um dos primeiros a usar VR para arte em murais com o Sketchar no Meta Quest, combinando técnicas tradicionais de pintura com ferramentas de ponta. Perguntamos a Nicky sobre essa combinação única de arte e tecnologia – e como ele vê o futuro dos artistas que estão entrando na realidade aumentada e virtual.
Aproveite a conversa!

Foto do Instagram de Nicky Davis
1. Você é um dos primeiros artistas a usar VR para pintura de murais. Qual foi sua primeira impressão ao experimentar a VR na sua arte de murais?
Nicky: Minha primeira impressão foi, sinceramente, o quanto era divertido. Adoro explorar novas tecnologias que possam me ajudar a criar arte, e a VR imediatamente pareceu uma ferramenta que eu poderia usar.
2. O que os “haters” ainda não entendem quando comentam “brinquedinho” nos vídeos de VR para arte de rua?
Nicky: Muita gente ainda acha que o headset está pintando por mim. Eles veem um pedaço de tecnologia e presumem que ela substitui a habilidade. Mas esses são meus próprios designs, que eu mesmo desenho, e são meus anos de prática que me permitem pintá-los do jeito que pinto. A VR não é a artista – é só uma ferramenta.
Isso me lembra quando os projetores surgiram pela primeira vez. As pessoas também odiavam eles. Depois, com o tempo, todo mundo passou a usar e virou algo normal.



Vídeo: Instagram de Nicky Davis
Essa é a próxima onda. As pessoas vão criticar por um tempo, e depois todo mundo vai ter um headset. Eu só transformo a negatividade em combustível e continuo mostrando o quanto isso é realmente útil.
3. Qual é o aspecto mais valioso para você ao usar um headset de VR e o Sketchar tanto em murais comerciais quanto em trabalhos pessoais?
Nicky: O maior benefício é o tempo. Consigo fazer um esboço de contorno em minutos. Se eu fosse desenhar à mão livre, usar a técnica de grade ou montar um projetor, levaria muito mais tempo.
Outra grande vantagem é poder trabalhar em espaços apertados ou durante o dia. Se você quiser esboçar em um corredor ou em um espaço estreito, dá para fazer isso com VR. Isso era impossível com um projetor.



Vídeo: Instagram de Nicky Davis
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4. Como você compararia ferramentas mais antigas, como projetores ou grades de desenho, com o uso de headsets de VR como o Meta Quest para arte em murais?
Nicky: Projetores e grades funcionam, mas trazem muita dor de cabeça. Com um projetor, eu costumava ficar em um estacionamento no meio da noite, com meu iPad e o projetor no chão, enquanto eu estava em cima de uma escada. Já tive amigos que tiveram os equipamentos roubados, porque você fica longe das suas coisas, e só dá para projetar à noite.````
A VR muda tudo isso. É mais rápida, mais segura e muito mais flexível. Posso trabalhar no meio do dia, em qualquer espaço, sem me preocupar com montagem ou roubo.

Foto: Instagram de Nicky Davis
5. O que você diria a artistas que nunca experimentaram VR em seus murais ou em sua arte?
Nicky: Eu diria que muda tudo. Deem uma olhada em alguns dos meus vídeos e vejam como um headset é fácil de usar e acessível em comparação a um projetor. Depois que você experimenta, percebe o quanto isso economiza tempo e o quanto abre seu fluxo de trabalho.


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